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Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental

O edifício pré existente

O edifício pré existente será recuperado / reinterpretado, passando a ser a entrada principal do CMIA. O acesso será feito directamente ao piso inferior, já francamente abaixo do solo, através de uma rampa a construir sobre o túnel existente. O mezanino e as escadas serão redesenhadas e ampliadas. Os vãos serão simplificados, tornando o seu desenho mais “limpo” e actual. A cobertura será parcialmente em vidro, tornando o espaço luminoso. A partir do edifício existente, e através de um túnel, será possível aceder ao edifício novo.

O edifício novo

O edifício novo desenvolve-se num volume discreto, agarrado ao paredão do Jardim Manuel Braga, pouco acima das águas do Mondego. A sua construção será ligeira, em ferro e madeira, apoiada sobre os maciços de betão existentes. Todos os espaços terão janelas abertas para o rio e para o céu, sendo bem ventilados e iluminados. No alçado “aberto” para o rio existirá um varandim de utilização pública, ao longo de todo edifício, permitindo um contacto próximo com a água. A cobertura plana do volume prolongará os caminhos do jardim sobre o rio, formando um terraço / miradouro, onde se situará o Bar. Por cima da cobertura existirão painéis, que farão o sombreamento do terraço, sendo tratados plasticamente como prolongamento das copas das árvores.

Princípios Ecológicos

O projecto do CMIA insere-se numa perspectiva ecológica e humanista, com vista a uma arquitectura sustentável. A preocupação pela sustentabilidade do CMIA esteve presente desde início no processo criativo. Dessa preocupação resultou a decisão de aproveitar o edifício existente e de construir o edifício novo junto ao paredão do jardim. Só dessa maneira se tornou possível ter ganhos solares razoáveis, preservar as árvores do jardim, e, simultaneamente, aproveitar os maciços de captação de água como fundação para o edifício novo. Alem das opções atrás referidas, foi dada grande importância à versatilidade do edifício, tendo em vista a sua utilização no pós-Polis; foram escolhidos materiais “amigos do ambiente” (reutilizáveis, recicláveis e não poluentes) e implementados diversos sistemas que permitam a optimização / minimização dos consumos energéticos e de água do edifício.

 
Concurso [2001] > Menção para catálogo

 

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